De maneira constante, as letras de funk abordam diversão, pegação, e baladas. Desde a década de 90, no entanto, é comum ouvirmos o discurso mais engajado nas músicas. Como o Palco MP3 é um espaço democrático, listamos 3 artistas que fazem o chamado “funk consciente”. Se liga só no papo reto que essa galera tem pra você!

1. Bob Rum – Precursor

Na estrada há algumas décadas, o carioca Bob Rum é da época em que o funk era mais “melody” e menos cheio de referências de outros gêneros de música. Já naqueles tempos, Bob apostava em um direcionamento musical um pouco diferente da opção de seus colegas, que estavam mais interessados em cantar sobre festas e baladas. A escolha foi acertada, pois, o Brasil inteiro cantou a letra  de “Rap do Silva”, o primeiro “funk consciente” da história.

Confiando no próprio talento e em suas convicções artísticas, Bob Rum viu os funkeiros flertarem com pancadões, batidões, ostentações, etc e tal. Atualmente, Bob atua como cantor, compositor, escritor e CEO na empresa “Bob Rum Produções LTDA”. O sobrenome do cara é “trabalho”, simples assim!

2. MC Garden – O cara do resgate

Com músicas politizadas, que promovem a discussão de temas como desigualdade social, política e educação, MC Garden é o artista da geração atual que promoveu o resgate do funk consciente. Morador da periferia de São Paulo, o MC de apenas 23 anos chama a atenção por suas músicas, que se distanciam do funk ostentação, trazendo em sua temática assuntos como desigualdade social, corrupção, amor, alienação, etc.

MC Garden faz funk engajado (Foto/Facebook)

Garden tem conquistado a simpatia do público e ajudado a diminuir o preconceito com esse estilo de música, por meio de um conteúdo rico e poético, que busca ampliar a visão de quem o ouve. Filho de professor, o MC começou a escrever letras com apenas 15 anos tendo influência de vários tipos de música, como rap, samba, rock, entre outros.

3. MC Pretinha – A renovação

“Eu sou a garota que voltou a ter esperança!”, declara MC Pretinha. Bastante jovem, mas já muito talentosa, a artista mineira começou a cantar aos 5 anos de idade. Atualmente, do alto de seus 12 anos, Pretinha já tem um posicionamento artístico definido e apresenta uma maturidade incomum. Em suas letras, ela rima sobre cidadania, solidariedade, empatia, entre outros temas que enobrecem o discurso do “funk consciente”.

Dá pesada o trico acima, não é mesmo? Se você curtiu o trabalho dessa galera e tá a fim de curtir mais um pouco de funk que segue a pegada “consciente”, se liga na playlist top que a curadoria do Palco MP3 preparou pra você!