Conforme combinamos em postagens anteriores, chegou a hora de fazermos escala na região Nordeste do país! Além de muito simpático, o nordestino é um povo que não limita sua arte e deixa a novíssima música brasileira ainda mais rica! Se prepare, pois preparamos muitas surpresas para você!

1.Circo de Marvin – O rock que o Brasil precisa ouvir (BA)

A Bahia é “de todos os santos” e também de todos os ritmos! Por essas e outras, comete um erro infinito quem acredita que a música baiana é restrita ao axé e aos gurus da MPB. Neste final de segunda década do século XXI, as revoluções roqueiras feitas por Raul Seixas, Camisa de Vênus, Pitty, entre outros, estão nos acordes e músicas de uma legião de bandas de rock. No meio de muita gente boa de serviço, uma banda que se destaca muito é a Circo de Marvin.

Circo de Marvin é uma força do rock nordestino (Imagem/Divulgação)

Formado por Bruno Souri (vocais)Fabio Vilela (guitarra)Yuri Oliver (baixo) e Miguel Freitas (bateria), o grupo está na estrada desde 2012. A bordo do EP  “Mais Perto do Céu”, de 2013, o quarteto levou seu som para várias cidades do Brasil e mostrou a nova cara do rock que vem de Salvador. Em 2015, a banda lançou seu disco de estreia, “Modo Hard”, e reafirmou sua relevância no concorrido cenário da música independente brasileira. Com inspirações no jogo “GTA”, o clipe da faixa que batiza o álbum rendeu premiações importantes e destaque em rádios nacionais, como a “89FM”, a “Rádio Rock”.

Como trilha sonora de um punhado de letras ácidas, críticas e sagazes, a turma do Circo de Marvin faz um som que em nada soa datado. A banda consegue unir BRock, funk americano, pop rock dos anos 90, new wave e pop art! Graças a esses caras, o futuro não é um lugar ruim para o bloco dos camisas pretas!

2. Edose (SE) – Mais uma “edose”? É claro que eu tô a fim”!

Formada por Thiago Goes (guitarra), Marcos Cabelera (bateria), Linton Braz (vocal) e Carlos Júnior (baixo), a Edose começou seus trabalhos no ano de 2012. No ano seguinte, com o álbum homônimo, a banda mostrou que estava realmente disposta a ser um dos nomes mais interessantes da safra atual do rock pesado. Atualmente, o grupo conta com os trabalhos magistrais do guitarrista Leonardo Stephanio.

Quinteto faz a diferença no rock pesado (Foto/Alê Alcântara Fotógrafo)

Com o grande diferencial de fazer letras em português, o quarteto não perde a oportunidade para apresentar ao povo brasileiro, em forma de música, críticas sociais e problemas do cotidiano como também histórias de ficção. Se você ainda não caiu não percebeu que vive em um país pobre, violento e atrasado, procure prestar mais atenção nas canções da Edose!

3. João Daniel Maia (AL) – Mestre da música artesanal

Interessado em música desde que se entende por gente, além de colecionar passagens por algumas bandas da cena alagoana, o cantor e compositor João Daniel Maia é uma das grandes preciosidades musicais que o grande público precisa conhecer!

João Daniel Maia é um talento raro na MPB (Foto/Facebook)

A música dele é fruto de caldeirão sonoro temperado por um processo de amadurecimento, de pesquisa e dedicação aos ritmos nordestinos. Dono de uma mente aberta e disposta a pensar fora da caixa, o artista também é inspirado pelos dons da Jamaica, das ruas, da TV e do rádio. Com ecos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Zé Ramalho, Dominguinhos, Mestre Zinho e tantos outros patrimônios culturais, João Daniel Maia é um autêntico artista da música brasileira popular.

4. Romero Ferro (PE) – Cabra da p[op]este!

Como todo bom nordestino, o pernambucano Romero Ferro usa sua voz para dar vida à composições autorais que retratam, de maneira particular, o cotidiano da humanidade. Na estrada desde 2012, Romero é um artista que dá padrão de qualidade ao pop nacional.

Romero Ferro e sua música interacional (Foto/Marcos Hermes)

Em seu trabalho atual, o ótimo disco Arsênico, o artista afirma que faz um som “pop contemporâneo alinhado à sonoridade oitenta”. Com referências que começam no trabalho de David Bowie, passa pelo voo colorido dos Novos Baianos e navega nas estrelas de mãos dadas com Lorde e Tulipa Ruiz, Romero Ferro é um cara que sabe as receitas para se fazer uma música que resiste ao teste do tempo.

5. Swing dos Trakinoss (PB) – A consagração de um estilo

É inegável a força que o brega funk é nova força da música popular feita no Nordeste. É um verdadeiro absurdo, diga-se de passagem, fechar os olhos ou torcer o nariz para esse movimento. Seguindo o rastro de alguns contemporâneos renomados, como Aldair O Playboy, a dupla Swing dos Trakinoss é a verdadeira prova de que o estilo veio para ficar.

Swing dos Trakinos, uma dupla do povo (Imagem/Divulgação)

Formada por Edsson Meyrelles (voz) e DJ NalLdo (DJ), a dupla paraibana é uma das sensações das baladas dançantes. O som convence por sua irreverência, humor e batidas contagiantes.

6. Camila Masiso (RN) – MPB moderna e tipo exportação

Camila Masiso começou sua carreira solo em 2009, cantando clássicos do samba e da bossa nova em Natal. Seu primeiro disco autoral foi “Boas Novas”, lançado em 2010, com nove canções inéditas. Em abril de 2014, lança “Patuá”, um trabalho fruto da imersão na musicalidade afro-brasileira e outros ritmos e concebido em parceria com grandes artistas potiguares.

Camila Masiso é uma artista do mundo (Foto/Facebook)

Camila já levou sua voz e talento a países como França, Itália, Áustria, Portugal e Eslovênia. Apesar de beber nas fontes da MPB, o  trabalho dela é moderno e incorpora elementos sonoros de música eletrônica, pop e jazz. Com seu timbre de voz gracioso e sua visão “tupiportoguaranifricana” acerca das artes, a cantora potiguar é uma ótima vertente da música brasileira no exterior.

7. Luana Magalhães (MA) – Honrando o feminejo

Do alto de seus 24 anos de idade, Luana Magalhães é uma cantora que defende as cores do sertanejo moderno. Vivendo a efervescência de seus e ostentando um timbre de voz diferenciado, a artista maranhense mais parece uma verdadeira força da natureza.

Luana Magalhães, a força nordestina do feminejo (Imagem/Divulgação)

A música de Luana é sofrência, é modão doído, é música para cowboy e é empoderamento! Mais atual e moderno, impossível! Com todos os temperos e ingredientes necessários, o trabalho dela é uma das engrenagens que fazem do feminejo uma indestrutível máquina de talentos!

8. Validuate (PI) – Caleidoscópio musical

Surgida no ano de 2004, a Validuate é veterana na atual safra da música independente. Cheia de brasilidade, a banda a banda faz um rock cheio de samba, reggae, maracatu e brega. Inspirados pela “vida, louca, vida”, os caras adoram usar sutis intervenções poéticas para massagear a mente e os ouvidos dos fãs.

Validuate impressiona pela maturidade artística (Foto/Divulgação)

Formada por Zé Quaresma (voz/violão/viola)Vazin Silva (guitarra)Jr. Caixão (guitarra)Davi Scooby (baixo)John Well (bateria), o grupo já lançou os álbuns “Pelos Pátios Partidos em Festa” (2008), “Alegria Girar” (2009), “Validade Ao Vivo” (2015) e “Manual de Instruções Para” (2018).

9. ADF (CE) – Hip hop “arretado”

Que Fortaleza é uma das capitais mundiais do forró, ninguém duvida! Mas como a música cearense é rica em todas as vertentes, precisamos falar sobre o trabalho da dupla de hip hop ADF.

ADZ faz um hip hop romântico, poeta e marginal (Foto/Facebook)

Seguindo a cartilha do novo hip hop feito por Hungria, Tribo da Periferia e demais rappers brasilienses, os vocalistas Celso Bass e Caique Vieira estão na caminhada desde 2014. Com bastante batidas, efeitos de voz e flertes com o pop, a dupla ADZ faz rimas sobre o cotidiano, sobre relacionamentos e sobre os corres diários da função!

E não se esqueça: na semana que vem, nós iremos conversar sobre o som da turma que vem do Norte. Até lá! Enquanto isso, que tal conferir o trabalho da moçada que vem do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste? É só gente boa de serviço!