A dúvida sobre lançar um single, álbum ou EP é comum após a produção de faixas, afinal, o formato faz a diferença no seu lançamento. Mais do que isso, a produção de cada um desses itens também pode interferir no processo criativo, no tamanho do material e conceito da obra.

Antes de tudo, ao optar por cada formato, é preciso considerar os planejamentos financeiro e comunicacional, além do momento da carreira da banda ou artista. Como resultado disso, será possível definir gastos em gravação, tempo de estúdio, produção musical e até sessão de fotos, para acompanhar a canção. Além de cada tópico ser importante para sua estratégia, são essenciais caso opte por fazer um pitch perfeito e tentar recursos para sua produção.

Já deu para entender o quão importante para sua carreira é conhecer bem cada um desses formatos, não é? Então separa um tempinho e vem com a gente!

Afinal, o que é um single?

Ao mesmo tempo que os singles são um dos formatos mais antigos de distribuição de música, eles fazem parte da era do streaming com total protagonismo. Quando as canções começaram a ser gravadas, os formatos em LP ou com 45 rpm começaram a surgir no mercado. Resultado disso, os discos continham apenas uma faixa no lado A, em geral, a mais importante, e no lado B, músicas alternativas ou regravações.

Os singles começaram nos LPs (Imagem: André Moura/Pexels)

Depois disso, entregar uma canção para as rádios tornou-se mais acessível, uma vez que era necessário levar um desses discos a quem pudesse tocá-los. Mais tarde, os CDs e a internet não interromperam essa revolução, que continua tendo os singles como ferramenta. Logo, o que era conhecido como “música de trabalho” e escolhida dentro do álbum para promoção, hoje faz o processo inverso para comunicação artística.

Agora, na era digital, o single reflete o comportamento musical atual, onde os ouvintes têm a atenção dividida entre as infinitas opções nas plataformas. Ou seja, cada single disputa com 60 mil novos envios por dia no Spotify, por exemplo, sem contar as demais plataformas. Em termos técnicos, os singles devem ter menos de 30 minutos de duração e ser composto de menos de 3 faixas. Mesmo que os singles façam parte do seu álbum ou EP, eles deverão ser cadastrados como produtos diferentes, com códigos distintos.

Entenda mais sobre o Extended Play – o EP

Transitando entre o single e o álbum, o extended play, ou EP, é o formato estendido de um single, porém mais curto que um álbum

Em meados dos anos 60, o formato se popularizou por aceitar mais músicas do que o vinil e ter custos mais baratos. Assim, bandas do cenário punk rock apostaram no formato como proposta de gravação, assim como Elvis utilizou do formato para consolidar seu sucesso. Lançamentos mais recentes como das Patroas ou do Matchbox Twenty ilustram bem esse formato. 

Lançar single, álbum ou ep: As Patroas dão aula de planejamento e estratégia em seus lançamentos.
As Patroas têm estratégias consistentes de lançamentos (Imagem: Divulgação/Patroas)

Atualmente, ele é usado por aqueles que farão um primeiro lançamento, conquistando os fãs com a produção de cinco ou seis faixas. Nas plataformas digitais, esse compilado de canções geralmente integra a categoria “EP’s & Singles”, com conteúdo menor do que 30 minutos. Da mesma maneira, deve possuir entre 4 a 6 faixas que não ultrapassem o tempo estipulado.

O que é um álbum?

Considerado um dos formatos mais tradicionais, o álbum é o compilado de canções com mais de 30 minutos de duração e mais de 7 faixas. Além disso, ele pode ser dividido por volumes, interludes ou, como no caso do álbum “I’m Am Sasha Fierce”, de Beyoncé, por dois discos diferentes. Ou seja, o álbum é o tipo de material mais extenso que permite um conceito artístico mais aprofundado e sequenciado de produção.

Lançar single, álbum ou EP: Beyoncé é experiente em contar histórias nos seus álbuns.
O álbum é ideal para trabalhar conceitos (Imagem: Divulgação/Beyoncé)

Nesse sentido, um álbum também pode apresentar uma versão deluxe — ou de luxo — com faixas bônus, demos, gravações extras editadas, faixas acústicas ou ao vivo. Nesse caso, a versão deluxe deve ser sempre lançada de forma estratégica para despertar o desejo dos fãs que já possuem o original. Dessa forma, podem ser utilizados imagens e grafismos novos, produtos licenciados, autógrafos e formatos novos como o vinil, por exemplo.

Lançar single, álbum ou EP: qual é a melhor estratégia?

Agora que você já entendeu melhor o que consiste cada tipo de formato musical, chegou a hora de refletir sobre os próximos passos. Qual o tipo de formato devo optar ao lançar meu novo trabalho e por quê? Vamos lá!

Ao optar por fazer um lançamento, é preciso considerar:

  • seu momento de carreira;
  • tempo de produção;
  • valor para investimento;
  • estratégia de comunicação.

Ou seja: seu objetivo é se tornar uma figura conhecida? Eu tenho tempo disponível para gravação em estúdio? Qual a verba disponível para arcar com os custos da produção? Ficou confuso? Antes de lançar seu single, álbum ou EP, fique de olho em nossas dicas:

Quando lançar um single?

Antes de tudo, se você ainda não é conhecido em seu nicho, não faz sentido lançar um álbum completo e apenas aguardar que os possíveis fãs o ouçam. Por isso, para competir com os milhares de lançamentos feitos diariamente, o ideal é começar aos poucos, dividindo seu trabalho em singles. Assim, você pode atingir diferentes pessoas ao longo de cada divulgação e aumentar a sua audiência. 

Porém, ao optar pelos singles, é preciso ter em mente a consistência. Do contrário, lançamentos muito espaçados podem esfriar o interesse da mídia e dos fãs e seu nome se perder no volume de informações. Além disso, o algoritmo das plataformas é atualizado a cada 28 dias a partir do play do ouvinte. Ou seja, se o usuário ouvir sua música apenas uma vez e não ouvir mais, sua canção é retirada da sua lista de ouvintes mensais. Assim, não só seu alcance é reduzido como o seu índice de “Monthly Listeners” cai.

 Logo, lançar single a single com intervalos razoáveis e divulgação bem feita permite medir o perfil dos seus ouvintes, definir sua identidade enquanto artista e se preparar para os próximos passos.

Quando lançar um EP?

Bem como os singles, o lançamento de um EP deve ser feito com estratégia, por ser um formato um pouco mais extenso. Assim, deve-se utilizar o EP para fazer uma estreia logo após a utilização de vários singles ou quando for necessário um formato mais barato de gravação. O EP permite um espaço maior de composição, liberdade criativa de regravar canções e aprimorá-las ou ainda de ser um respiro entre álbuns.

Por fim, o EP ainda pode ser o espaço para lançar o que não coube no álbum anterior, extras ao vivo, remixes e demais experimentações. Da mesma maneira que os singles, ele precisa de monitoramento de desempenho para saber o momento certo de divulgar cada faixa.

Quando lançar um álbum?

Antes de tudo, para lançar um álbum é preciso avaliar se o repertório é suficiente para fazê-lo e o tempo de produção também. O álbum carrega um peso maior, um conceito e proposta de conexão, e pode ser utilizado como tema dos shows dentro do período de divulgação. Além disso, o álbum também é o ideal caso sua carreira já seja mais consolidada e seus fãs engajados, que ouvirão o trabalho completo. 

Por fim, considere um orçamento maior para sua produção, pois envolve mais horas de estúdio, produção gráfica, produto físico e divulgação mais aprofundada. Quando o álbum for lançado, apenas uma música entrará para as playlists, logo, ela deve representar o conceito para não se distanciar das demais canções.

Pronto para lançar seu single, álbum ou EP?

Não existe fórmula certa ou definitiva, e sim, aquela que se encaixa melhor com os seus objetivos. Se você ainda fica perdido com os passos da sua jornada e como desenvolvê-la, acompanhe nossas dicas de carreira e solucione suas dúvidas. Assim, em breve você estará apto para lançar seu single, álbum ou EP e conquistar o seu público. Esperamos você!