A Cultura Black é berço e influência de vários estilos musicais, inclusive do rock and roll. Por isso, nada mais justo que usar este espaço democrático para reverenciar esse recorte artístico tão importante. 

Seguindo o fluxo deste contexto, nossa conversa de hoje é pura reflexão sobre os assuntos propostos pelo Dia da Consciência Negra. A ideia é conhecer os trabalhos de artistas que abordam temáticas tão sérias como, por exemplo, desigualdade racial e justiça – pautas não muito comentadas na mídia tradicional. Como não poderia ser diferente, faremos isso com músicas e clipes 😉

Se prepare por aí, povo do bem! Ajuste seus fones de ouvido, dê vazão ao senso crítico e fique em sintonia com a mensagem densa e realista de 5 canções emblemáticas. 

Importante: 20 de novembro é a data da celebração do Dia da Consciência Negra. As pautas defendidas por essa causa, no entanto, são cotidianas. 

Erê (Menino Prateado) – Indy Naíse

Radicada em São Paulo, a baiana Indy Naíse começou sua carreira no ano de 2014. Com seu repertório majoritariamente autoral, aborda questões que são emergenciais para nosso convívio em sociedade. Tendo o foco na mulher negra, no racismo, machismo e desigualdade social, seu trabalho consegue nos mostrar isso de forma implacável e direta. O primeiro disco dela, por exemplo, se chama É Questão de Cor.

E é exatamente nesse álbum que se encontra o single Erê (Menino Prateado). Sem muitos rodeios, a letra dessa música aborda a realidade diária da juventude que vive esmagada no lugar “Onde não tem irmão, motivo / Razão pra se levantar todo dia”. 

O Que Cês Esperam? – Yan Cloud

O cantor baiano Yan Cloud está na estrada há 5 anos. O trabalho desse artista tão talentoso e carismático aborda questões sociais e raciais, sempre buscando a elevação da autoestima preta e a valorização do relacionamento afrocentrado. O som é um pop trabalhado com influências na tríade rap, trap e funk.

Rapper baiano Yan Cloud canta sobre a vida do jovem negro
Yan Cloud é a força negra do rap baiano (Foto/Divulgação)

Lançado em outubro de 2020, como parte do disco Pinkboy, o single O Que Cês Esperam é uma verdadeira obra-prima. Cheia de ironias e acidez, essa canção dá um belo pontapé nos estereótipos que muita mente atrasada ainda cultiva sobre as pessoas negras.

Cabelo Crespo – Negra Jaque

Com raízes no Morro da Cruz, periferia de Porto Alegre (RS), a gaúcha Negra Jaque é rapper, letrista, professora, pedagoga e educadora popular. Antenada em causas sociais, ela é ativista dos movimentos negro e feminista.

Em 2017, a artista lançou a música Cabelo Crespo. A letra é um manifesto que busca fortalecer a identidade negra. Dê o play e confira esse clipe, que é pura resistência.

Alma Negra – Yzalú

Natural de São Paulo, Yzalú é cantora, rapper, compositora e violonista. Com seus quase 15 anos de carreira, essa agitadora cultural faz de sua voz o instrumento perfeito para promover transformação social, sempre com autenticidade e musicalidade.

Yzalú é uma agitadora cultural que representa a voz do povo preto
Yzalú é uma voz da mulher preta na música brasileira (Foto/Divulgação)

Em 2016, a artista lançou a música Alma Negra. Com título bem autoexplicativo, essa canção é um poema sobre buscar forças para encarar o dia a dia, mesmo após passar boa parte da vida ouvindo que “o preto não tem vez”.

Pele – Tchelo Gomez

Cria da Zona Oeste da capital paulista, Tchelo Gomez é cantor, compositor e integrante do coletivo Quebrada Queer, grupo de artistas que leva temas da causa LGBT ao rap. Unindo moda e música, Tchelo faz de sua arte uma forma de exaltar a beleza e a representatividade da cultura afro.

Lançada em 2019, a música Pele é quase que uma extensão da mensagem do clássico Ebony and Ivory, hit de Stevie Wonder e Paul McCartney, que defende a harmonia e a equidade entre pessoas com tons de pele diferente.

E já que você chegou até aqui, que tal dar um help na divulgação dessa mensagem tão importante? Basta você curtir este post e compartilhar nas suas redes sociais e grupos de WhatsApp, sempre marcando a galera que curte música – independente de raça, credo, classe social e todas outras mazelas que segregam pessoas.