Contrariando várias previsões, a cena brasileira de rock autoral não passa nem perto de fases negativas. Na real, tudo depende do veículo de comunicação que usamos para consumimos. No Palco MP, por exemplo, todos os dias é possível ouvir novidades da turma da “camisa preta” 🤘

Por mais que também seja um estilo de vida, o rock passa longe de figurar no panteão da popularidade. Mas já que este espaço é democrático, hoje vou te aplicar 5 artistas que representam a resistência desse gênero musical tão contestado.

Vamos lá?

Bâmos Q Bânia

Haja o que houver, o rock progressivo sempre será uma das heranças mais positivas da cena cultural da década de 1970. São músicas com arranjos mais elaborados, elementos de surrealismo, letras abstratas… e a transcendental experiência do voo colorido.

Na música brasileira do século XXI, o prog tem uma interessante encarnação no seio criativo da banda Bâmos Q Bânia. Na medida certa, sem imitar ninguém, o quarteto faz um crossover entre Genesis, Barão Vermelho, Clube da Esquina, entre outras pérolas sonoras. 

Prestes a lançar o primeiro álbum, o grupo sorocabano já está trabalhando os singles Eletrolux e Revolução Estelar. Em ambas músicas, não falta a fina poeira do ar proporcionada pela lisergia sonora. Além de ótimos compositores, eles são músicos virtuosos e apresentam um entrosamento fora do comum. 

Dica de ouro: as linhas de baixo, os arranjos de guitarra e a “tecladeira” da faixa Eletrolux são temperos irresistíveis! No final… a música assume um lance meio Black Sabbath, com direito a um magistral trítono executado no baixo.

Zonbizarro

Figura importante na cena independente que vem de Minas Gerais, o power trio Zonbizarro faz rock pra quem realmente gosta de rock. Com esses caras, não tem “lero lero”. O som deles é pujante, intenso, desafiador e apresenta a inquietude que muita gente sente falta. 

Power trio Zombizarro acaba de lançar o Ep Redentor
Zonbizarro (Foto: Paulo Bernardo)

O trabalho mais recente do Zonbizarro é o EP Redentor. São três músicas, todas com as guitarras em evidência, que apresentam riffs matadores. Fugindo do padrão radiofônico e “playlisteiro”, a mixagem privilegia menos a voz e, de certa forma, isso é um convite a prestarmos mais atenção nas mensagens reflexivas das letras.

Pimenta Buena

O termo doble chapa é usado nas fronteiras do Sul do país para distinguir o indivíduo que tem dupla nacionalidade. Regionalmente, diz-se daquele que é “filho de pai brasileiro e mãe oriental” (ou vice-versa). Neste contexto, temos a excelente banda Pimenta Buena – formada por três instrumentistas brasileiros e um vocalista uruguaio. 

Banda Pimenta Buena
Pimenta Buena (Foto/Facebook)

Atualmente, o quarteto tem trabalhado na divulgação do single Entre Dos Soledades. O som é sofisticado, bem produzido, bem tocado e separa os amadores dos profissionais. Bem fácil de entender, até mesmo para quem tem pouca intimidade com a língua espanhola, a letra é uma madura abordagem sobre relacionamento. Se você conhece pouco da qualidade do pop rock latino-americano, aproveite a oportunidade para se jogar nesse admirável mundo novo de boa música.

Enova

Veterana no cenário, a Enova traz de volta o niilismo e as guitarras densas do grunge. Ao longo de 2020, o quarteto abraçou o ousado projeto de lançar 10 singles, até o segundo semestre 2021, todos focados na temática do relacionamento abusivo. Felizmente, alguém na música brasileira teve a sabedoria de não deixar esse assunto tão importante morrer na praia da alienação.

Neste contexto, o quarteto acaba de divulgar a segunda música da empreitada. Intitulada Só Você, a canção é “visceral, robusta e com melodias/riffs cativantes, alternando entre momentos suaves e explosivos”, como bem define o grupo.

Electric Gypsy

Se você curte o hard rock dos anos 80, a época mais glamourosa do estilo, a banda mineira Electric Gypsy faz o som que seus ouvidos precisam conhecer. O quarteto faz um som todo trabalhado nas principais características do movimento: tem solo de guitarra, bateria pulsante e linhas de baixo que conduzem toda a melodia. Além disso, não podemos nos esquecer do vocal afinado e que alcança notas agudas com perfeição.

Membros da banda minera Electric Gypsy, durante gravação do clipe Roundabout
Electric Gypsy (Foto: Iana Domingos)

Os dias de glória do hair metal estão de volta, meus amigos e amigas! É música pra quem gosta de chegar em casa tarde, prefere conhecer um crush sem o uso de app de relacionamento, não dá voz ao baixo astral e – sobretudo – mantém a autoestima elevada.

Com dois singles lançados, Shoot Em Down e Roundabout, esses mineiros maneiros estão certos que querem para a carreira. Pra começar, o trabalho é produzido por Cris Simões – profissional bem conceituado na música nacional. Entre outros gigantes, Cris já trabalhou com Paula Fernandes, Jota Quest e Capital Inicial. Se deseja aprender a voar, caminhe com as águias! Dê o play, sem moderação, ouça no volume alto!

Se você chegou até aqui, certamente percebeu a força que move o rock. Que tal, então, dar um help? É bem simples: basta compartilhar o link deste post aí nas suas redes sociais e grupos de WhatsApp, sempre marcando seus amigos que curtem esse tipo de som. Ah! Aproveite a deixa e me conta, via comentários, qual dessas 5 bandas acima você mais curtiu 😉