O ano mal começou e é claro que já estamos de olho nas tendências musicais 2023, não é mesmo, artista? Nesse sentido, elas ajudam não só a mapear o que a audiência em geral está ouvindo, mas a delinear estratégias para viralizar, por exemplo. 

Mais do que isso, entender o que será tendência ajuda a visualizar o mercado enquanto indústria, afetando diretamente suas composições. Logo, você pode produzir algo de acordo com o que está em alta ou buscar seguir uma linha diferente, de acordo com suas referências criativas. 

Ou seja: já deu para entender que enquanto artista independente, é essencial estudar sobre as tendências musicais de 2023. Dito isso, listamos cinco delas para você ficar de olho. Vem com a gente?

Tendências musicais 2023 

Antes de tudo, lembramos que as tendências listadas são fruto de pesquisas e empresas do universo musical, como o ECAD ou plataformas de streaming. Nesse sentido, já apresentamos um estudo sobre o que o Brasil tem ouvido na última década, refletindo também os impactos da pandemia. 

Assim, é possível ver a transição do pop internacional para a força do sertanejo, tendo como precursores Luan Santana e Michel Teló já em 2011. Recentemente, as músicas mais executadas a nível nacional evidenciaram a força do feminejo, além do arrocha, vaquejada, pagode e pop nacional.

Mas, para além do gênero musical, é preciso ficar atento aos avanços tecnológicos e sociais que influenciam no seu som – e nas tendências musicais 2023. E é sobre elas que falaremos a seguir!

1 – O artista no holofote

A base de fãs nunca foi tão essencial e isso se manterá esse ano. O relacionamento dos artistas deve acontecer dentro e fora das plataformas de streaming, uma vez que a influência tem se tornado essencial. Logo, a tendência para 2023 é que o artista continue abastecendo o público com conteúdo constante e autêntico, mantendo-se em destaque. 

Além de gerar identificação com o seu público, em dias de lançamento isso se converte em plays, inserção em playlists e ampliação do seu público. Um fã que salva seu artista como “favorito” tem a probabilidade de ouvi-lo três vezes mais, como apontado nessa entrevista com o empresário Thiago Gaúcho. 

2 – A pressa da rotina também na música

Os efeitos causados pelo consumo de vídeos curtos, tanto no Tik Tok quanto no Instagram, afetarão também a disputa pela atenção e consumo dos hits. Acelerar áudios de WhatsApp? Bem mais do que isso. 

Além de canções com menos tempo de duração, faixas aceleradas, as chamadas speed songs, têm se tornado tendência entre o público. Exemplo disso são as faixas de Matuê ou de Tears For Fears, em suas novas versões aceleradas. 

No entanto, enquanto existe essa aceleração musical, existe também uma espécie de contratendência, onde trabalhos mais longos são apresentados e procurados. Não é à toa que algumas faixas de Renaissance, da Beyoncé, por exemplo, têm mais de seis minutos de duração. 

Logo, na hora de produzir as suas canções, o ideal é encontrar o que faz sentido com a sua identidade!

3 – Música feita por Inteligência Artificial 

Apesar de existirem plataformas online que vendem beats para que você construa seu próprio hit, a música feita por uma Inteligência Artificial vai além. Nesse caso, a proposta é que um algoritmo cruze os dados de gêneros e músicas mais ouvidos para criar algo novo feito sob medida.

Nesse sentido, grandes empresas como Tik Tok já estão de olho nesse tipo de produção e já há discussão sobre o pagamento de direitos autorais. Já imaginou?

4 – Mistura de gêneros musicais e feats

De acordo com algumas tendências globais de música, os fãs têm se mostrado ecléticos durante a sua escuta. Ao mesmo tempo em que a audiência escolhe o pop como trilha sonora, também segue artistas de hip hop e vice e versa. Além disso, fãs de metal acompanham artistas de rock e outros ritmos.

O mesmo fenômeno acontece com a mescla de gêneros e a música eletrônica, que incorpora o funk e o rap em novas produções. Assim, tal tendência de misturas se reforça em 2023 e aparecerá nas pistas de dança. 

Logo, não tenha medo de inovar na hora de criar o seu som! Se um artista de outro gênero também conversa com os ideais do seu público, por que não fazer uma parceria?

5 – Músicas não inglesas em foco

Em 2022, Bad Bunny foi um dos principais artistas do mundo e Anitta ganhou diversos prêmios com uma canção em espanhol. Além disso, músicas da Coreia, índia e América Latina compartilharam a atenção do mundo, visto BTS e Rosalía

Logo, isso significa que o olhar sobre outros idiomas, que não o inglês, continuará forte, levando diferentes gêneros a todo mundo. Por isso, não desista se não faz parte da sua identidade musical cantar em inglês ou espanhol, o português terá seu lugar como atrativo mercadológico. 

Aposte nas tendências musicais 2023 em sua carreira! 

Além de todas as previsões listadas acima, ainda há aquelas referentes ao mercado, que envolvem NFT e até o Metaverso. Logo, caso faça sentido em seu momento de carreira, vale a pena acompanhar de perto as novidades e estudar mais sobre o assunto!

Agora que você já sabe quais são as tendências musicais 2023, que tal incorporá-las em sua produção? Mais do que entender o tempo de produção de novas canções, é imprescindível ouvir a sonoridade dos mais ouvidos da década como inspiração e estudo. 

Por isso, aumente o som e curta as playlists especiais sobre o assunto aqui no Palco! 

Conta para a gente: qual tendência você já imaginava e qual ficou de fora? 

Até a próxima!