Natural de Apucarana (PR), mas radicada em Florianópolis (SC), Arele é uma das musicistas mais fascinantes do Sul do Brasil. Bacharel em Piano, ela entrou para o universo das teclas aos oito anos de idade e, desde então, se coloca como uma operária das artes.

De olho no futuro, e ciente das maravilhas que só a música pode fazer, ela é envolvida em uma série de trabalhos voltadas à musicalidade. Dentre suas atividades mais interessantes destaca-se a atuação como coordenadora do projeto Maria Farinha,  grupo de musicalização infantil que atua em eventos infantis, conferência de professores e visitando orfanatos. Além disso, Arele também é professora de piano e teoria musical.

As teclas representam uma parte importante da biografia de Arele (Foto/Facebook)

Em parceria com o love, o músico Victor Pradella, a artista abraça as causas sociais. Em maio passado, a dupla divulgou um vídeo de apoio à campanha Barco Hospital Missionário Metodista, iniciativa que percorre por comunidades indígenas e ribeirinhas no estado do Amazonas, levando atendimento médico, odontológico, além de atividades na área de educação, desenvolvimento comunitário e espiritual.

No que diz respeito á carreira artística, a cantora é polivalente. Além de suas versões de piano e canto, ela é dona de um belo trabalho autoral. Com influências que ultrapassam barreiras geográficas, a artista apresenta uma MPB que transita entre blues, power pop, jazz e música indie. Estamos falando de “músicas sem barreria”, senhoras e senhores!

Disco é um “Manual de como ser gente grande” (Divulgação)

Neste ano, Arele lançou o disco autoral De Repente 30. Ao longo das 10 faixas, ela reflete sobre maturidade, questões afetivas e várias outras situações inerentes ao universo adulto. Na falta de adjetivos, podemos pensar no álbum como uma espécie de “Manual de como ser gente grande”. Esse lance de vida adulta é claramente retratado na música Votos, uma das canções de amor mais bonitas da novíssima música brasileira. A sinceridade da letra e o cuidado com a interpretação são situações realmente impressionantes.

Já na faixa Acácia, a artista mostra um pouco de seu talento para instrumentista. Emoldurado por um arranjo percussivo, o piano de Arele mergulha numa deliciosa canção com requintes de música latina.

O trabalho de Arele impressiona por uma série de motivos. Além de inquestionável apuro técnico sobre o piano, ela é dona de um timbre de voz cativante. Suas composições emanam sinceridade, compromisso com a arte e boas vibrações. Estamos lidando com obras que estabelecem a perfeita conexão entre música e alma. Se ainda há algum tipo desconfiança em torno da novíssima música brasileira, eis a artista que chegou parar virar o jogo.