O paulistano Dudu Marote é um dos profissionais mais respeitados da indústria fonográfica brasileira. Dono de visão artística ilimitada, Dudu é responsável pela produção de obras canônicas da música eletrônica, do hip hop e do pop rock e da MPB. ? ? ?

O primeiro trabalho de Dudu Marote como produtor foram 10 das 16 faixas do disco Hip Hop Cultura de Rua, lançado em 1988, um dos primeiros álbuns do hip hop brasileiro. Três anos depois, Dudu remixou a versão de Marina Lima para a canção Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). A faixa, literalmente, marcou a estreia da MTV no Brasil.

Em 1991, Dudu assinou a produção do álbum Que fim levou Robin?, do grupo homônimo, um dos precussores da cultura club e dance no Brasil. Dois anos depois, foi responsável pelo remix jungle do single Baixada News, música que projetou ainda mais a carreira do Skank. O trabalho com o quarteto mineiro deu certo e Dudu Marote produziu os dois discos seguintes da banda, Calango (1994) e O Samba Poconé (1996).

Segundo disco do Skank mudou os rumos do pop rock nos anos 90 (Imagem/Divulgação)

E a parceria do produtor com os gigantes do pop rock mineiro não parou por aí! Em razão do ótimos resultados conquistados com os discos do Skank, Dudu acabou trabalhando na produção dos álbuns J. Quest (1995) e De Volta ao Planeta (1997), ambos do grupo Jota Quest; Televisão de Cachorro (1998), do Pato Fu; além de trabalhos do músico Wilson Sideral.

No final da década de 1990, Dudu Marote produziu músicas do cantor Maurício Manieri e começou a trabalhar com os DJs Marky, Mau Mau, Patife e Renato Cohen. Em 1999, Dudu ajudou a cantora Daniela Mercury a colocar um trio eletrônico com DJs no Carnaval daquele ano, em Salvador.

Maurício Manieri lançou grandes trabalhos produzidos por Dudu Marote (Foto/Facebook)

Como não poderia ser diferente, Dudu Marote entrou no novo milênio a 1000 por hora! Entre outros trabalhos, ele assinou a produção musical dos discos A Fórmula Certa, de Patrícia Coelho, Isopor, do Pato Fu; Público, de Adriana Calcanhoto; Mallokeragem Zona Leste, do grupo Doctor MCs; e Vou Ser Feliz e já Volto, de Paulo Miklos.

Disco ao vivo de Adriana Calcanhoto leva assinatura de Marote (Imagem/Divulgação)

Em 2001, Dudu Marote produziu o primeiro vinil lançado pelo Screw, selo techno de sua propriedade, e trabalhou no disco Ruído Rosa, da banda Pato Fu. Com o codinome Esom, o produtor estreou, ainda em 2001, como artista de drum’n’bass, com o single Só Tinha Que Ser Com Você. A faixa contou com participações de Marky, Patife e Fernanda Porto.

Comete um imenso engano quem pensa que Dudu Marote parou no tempo! Em 2008, por exemplo, ele reatou a parceria com a banda Skank e produziu sucessos do naipe de Ainda Gosto Dela e Sutilmente. Nos últimos tempos, Dudu tem produzido trabalhos de BaianaSystem, Emicida e Rael.

Além de produtor, Dudu Marote é proprietário do selo La Cocina, dirige o projeto musical Pampi Music, é palestrante do Red Bull Music Academy e Red Bull Bass Camp e curador musical do TEDxxSP.. Entre outras realizações, ele já capitaneou o selo Ganzá (dentro do projeto #skolmusic) e atuou em projetos especiais de música para marcas como Coca Cola, Honda, Heineken e Toyota.

Parceria de Miguel com Emicida foi produzida por Dudu Marote (Foto/Facebook)

A vitoriosa carreira de Dudu já foi reconhecida com vários prêmios. Entre outros, ele já faturou um Grammy Latino; faturou um Leão de Ouro, no Festival de Cannes; conquistou o Troféu APCA, na categoria Melhor Produtor de Música; além de ter produzido vários discos que foram sucesso de público e crítica. Se faltar termos para qualificar o trabalho do incansável Dudu Marote, nós podemos apenas usar o adjetivo “genial”. Palmas para ele! ? ?