Com origem pernambucana, o brega-funk é um verdadeiro fenômeno da música brasileira popular. Bem focado nos passinhos de danças e nas letras divertidas, o ritmo que mistura o brega, o arrocha e o funk carioca, já é uma realidade e segue abrindo portas para que seus expoentes conquistem as paradas de sucesso no Brasil inteiro.

No texto de hoje, te apresento um guia definitivo para que você entenda esse rolê divertido que é o brega-funk. Tá afim de conhecer um pouco mais dessa história? Continue comigo e, no final dessa nossa conversa, seu conhecimento musical estará mais ampliado.

As origens do brega-funk

Pouca gente comenta, mas o brega-funk não é tão recente quanto parece. Na real, sua história começa lá na década de 80, quando seu “primo mais famoso”, o funk carioca, começava a conquistar seu espaço. Com a força de DJ Marlboro, Cidinho e Doca e da turma da companhia Furacão 2000, os MCs pernambucanos encontraram inspiração suficiente para colocar o próprio bonde na rua.

MC Elvis, ícone do brega-funk

MC Elvis é um dos caras mais populares da cena (Foto/Divulgação)

De lá pra cá, ritmo cresceu e conquistou muitos adeptos no Norte e no Nordeste e estava destinado a alcançar voos ainda mais altos. Porém, segundo as inquestionáveis ordens do destino, o sucesso nacional no século XXI. Com a força da internet, as estrelas do brega-funk derrubaram barreiras [geográficas e culturais] e fizeram o Brasil inteiro repetir coreografias e cantar as letras com bastante entusiasmo.

Um dos grandes responsáveis pelo estouro foi o trio MC Loma e as Gêmeas Lacração. No Carnaval de 2018, essa trinca de garotas reinou em todos os bailes, festas e playlists. E qual era a música? Dê o play e relembre:

Atualmente com idades na casa dos 16 (Loma) e 19 (as gêmeas Mirella e Marielly), o trio segue a carreira com bastante profissionalismo, dedicação e lançamentos. Por sua vez, o brega-funk também continua firme, forte e revelando talentos, conforme você pode conferir nas próximas linhas.

Sobrevivência do brega-funk

Enfrentando resistência bem menor do que a turma funkeira do Rio ou de SP, a galera do brega-funk segue o jogo sem muitos contratempos. Além de interagirem bem com o público das redes sociais, os artistas colecionam plays e views nas plataformas digitais.

E sabe o que é melhor? São as apresentações! Essa galera entende que “todo artista tem de ir aonde o povo está”, como ensinou o mestre Milton Nascimento, e movimenta uma concorrida agenda de shows.

MC Troia é um artista acostumado a cantar para plateias lotadas

MC Troia pilota grandes plateias (Foto/Facebook)

Você pode até se perguntar “quem são as feras que mantêm o estilo em alta”. Sem a menor sombra de dúvidas, informo que a lista é imensa. Só pra citar alguns: Aldair Playboy, Dadá Boladão, MC TroiaMC Elvis, Shevchenko e Elloco e As Poderosas.

As parcerias são uma das variáveis que garantem o sucesso da turma do paredão. Os artistas transitam com muita facilidade nos demais estilos musicais. Aldair Playboy, por exemplo, gravou com Wesley Safadão e Kevinho. Por sua vez, Troinha já fez um som com Márcia Fellipe e Aviões do Forró. Já Dadá Boladão emplacou música na voz de Ivete Sangalo, a cantora mais popular do Brasil.

Diferenças entre brega-funk e funk carioca

Como você já deve ter ouvido e percebido, o brega-funk e o funk carioca são “primos distantes”. Apesar de terem a batida,a  alegria e a dança no DNA, essas duas vertentes da música brasileira popular são um tanto quanto diferentes entre si.

Ao longo do tempo, as batidas do funk carioca vêm passando por modificações sonoras. Em outros tempos, o pancadão comandava o rolê. Atualmente, a cena funkeira carioca vive um perfeito casamento com música pop e com os elementos acústicos. Por sua vez, o brega-funk continua sendo bem eletrônico e tem flertado bastante com o sertanejo e com a pegada frenética das variações do axé.

Pra curtir brega-funk

E para terminar, sugiro que ouça o que a turma do brega-funk tem para dizer. Para isso, se ligue nas playlists que a curadoria musical do Palco MP3 preparou pra você: