O músico baiano Tuca Fernandes acaba de lançar o EP “A Favor”. Com produção de Paulinho Rocha, a obra foi gravada no estúdio “A Lagoa Grande”, em Salvador, e traz seis faixas inéditas.

Tuca Fernandes continua fazendo uma música diferenciada (Foto/Site Oficial)

Conhecido por fazer o axé dialogar com vários outros gêneros de música, Tuca Fernandes possui um olhar visionário. Seguindo uma linha diferente da maioria dos artistas de sua geração, Tuca sempre fez um trabalho alicerçado na capacidade de, com muito bom gosto, misturar batuque com guitarra elétrica. Em “A Favor”, o artista mais uma vez acerta a mão e entre ao público um trabalho inspirador.

Novo trabalho de Tuca Fernandes é digno de reverências (Divulgação)

O bom disco é aquele que não faz o ouvinte desistir na primeira música. Com a faixa “Meu Bem”, o EP começa muito bem! “A culpa” da vontade de ouvir o restante das músicas é da interessante mistura de axé com pop rock presente no arranjo da canção.

A faixa “Presente de Deus” é o momento mais sublime do disco. Contando com um arranjo de violão emblemático, uns incisivos pitacos de gaita gaita  e uma batida contagiante, a canção apresenta um clima ensolarado. Nos tempos de sofrência exagerada, a letra otimista da música é o tipo de mensagem que todos precisamos ouvir. Por sua vez, a também solar “Salvador da Liberdade” é um cântico para os que adoram a capital baiana. Por meio de uma poesia deliciosa, Tuca elenca as mil e uma virtudes que o soteropolitanas.

Tuca Fernandes é puro positivismo em novo EP (Foto/Facebook)

Outro ponto alto de “A Favor” é a música “Que Calor”. Construída em cima de um arranjo pop eletrônico, a faixa é o momento mais diferente do EP. Com letra de fácil memorização e uma batidas polida, pulsante e nada repetitiva, a faixa é o exemplo de que Tuca Fernandes sabe ousar no momento de fazer experimentalismos sonoros.

Por fim, mas não menos importante: em pleno 2018, Tuca Fernandes continua se reinventando e surpreendendo. A música brasileira popular precisa de mais artistas que não tenha medo de inovar, renovar e, sobretudo, não aceitem viver na zona de conforto artística.