O carioca Pedro Logän atua como cantor e compositor desde 1999, mas iniciou seu voo solo em 2008. Também poeta e percussionista, o artista apresenta um trabalho pulsante, percussivo e tribal. Em suas letras, Logän sintetiza um cenário que faz a conexão entre a música urbana, mas que também precisa ser ambiental.

O trabalho de Pedro Logän revela a face de um cidadão de muitas raízes. Navegando em um mar de influências, o músico faz “o mix entre o Urbano e a Natura, Fé e Meio Ambiente, Brasil e Música-do-Mundo”. Sem medo de errar, a arte de  Logän parte de raízes suburbanas, passa pelas raízes afro-brasileiras, absorve ritmos e culturas populares e descansa na diversidade da world music.

Pedro Logän, um artista que enobrece a novíssima música brasileira (Divulgação/Foto: Márcia Salgueiro)

Tamanha propriedade artística é fruto de 2 anos de pesquisa sobre ritmos regionais brasileiros, como coco, jongo, maracatu, ciranda, além da já consolidada referência afro em seu trabalho. No final das contas, Pedro Logän entrega uma fusão brasil/raízes/musica-do-mundo, um mix entre música pop, brasileira e de raiz.

Ao longo de quase 10 anos fazendo sua “música nômade”, o artista já lançou três discos: “Alabê” (2013), que apresenta faixas marcadas pelo ecletismo; “O Coco É Bom” (2016), que ilustra resultado a já comentada pesquisa de ritmos feita pelo artista; e “Ao Vivo” (2017), gravado no formato violão, baixo e bateria e formado por músicas do CD “Alabê” e por releituras de clássicos da MPB, como “Podres Poderes” (Caetano Veloso), além da inédita “Odé”.    

Assumindo uma clara postura de artista multicultural, Pedro Logän faz um trabalho performático e promove uma troca permanente de linguagens com as culturas que encontra, para que assim possa preencher os mais variados espaços. Os mais tendenciosos podem acreditar que Logän é um tropicalista tardio. Porém, apesar de respeitar o passado, o artista tem os dois pés no século XXI e só faz alimentar o lado vanguardista da novíssima música brasileira.