Se você tem carteira de habilitação, ou conhece quem tenha, certamente já ouviu falar do clima tenso que rola durante o teste final. Sob o atento olhar dos examinadores do Detran, o candidato tem apenas alguns minutos para mostrar suas habilidades no trânsito. A coisa é tão séria, que nem mesmo o mais preparado dos aspirantes a motorista escapa do risco de entrar numa onda de nervosismo que coloca tudo a perder.

“Mas o que isso tem a ver com a música independente?”, questiona o amigo leitor.

A resposta é simples: assim como o futuro piloto, o artista também passa por testes rigorosos. Em alguns casos, as provas podem ser de extrema importância para que uma carreira decole rumo ao sucesso.

No cenário de vestibular descrito acima, o Pitching Show é o exame que já é tendência na indústria fonográfica. Ficou curioso para saber sobre assunto? Continue com a gente e não se arrependerá.

Pitching Show – prova de fogo

Ainda pouco comentado, o Pitching Show é um formato de apresentação musical curta para nomes estratégicos do mercado. Ao longo de 30 minutos, o artista tem a oportunidade de mostrar seu trabalho para os atentos olhares e ouvidos de uma comissão formada por profissionais interessados em fechar negócios. Trata-se de um exigente público que pode contratar shows, divulgar trabalho, investir em uma carreira, colocar as canções no rádio, etc.

Um artista independente precisa estar preparado para um Pitching Show

Para fazer bonito num Pitching Show, o artista deve ser profissional e competente no que faz (Foto/Pexels)

Por definição, uma apresentação nesse formato deve ser certeira, instigante e sedutora. Num Pitching, ou sessão de “venda” de um projeto, o clima de tudo ou nada é inevitável. O artista tem apenas metade de uma hora para convencer empresários, representantes de gravadoras, curadores, agenciadores, jornalistas e as vezes até uma plateia de consumidores finais de música.

Uma vez diante da banda, esse time de juízes avalia com olhos críticos cada detalhe. Portanto, é preciso ter na ponta dos dedos cada fator que faz um bom show. O poder de reação também é avaliado, pois o artista que consegue driblar  uma escorregada na afinação [da voz ou do instrumento], ou um eventual branco – e seguir com o jogo – se mostra mais preparado para o mercado. Ter a desenvoltura de “tocar a bola para a frente” diferencia quem tem a tarimba necessária para o palco e quem desaba.

Fazendo um show nesse formato

Sessões de Pitchings são tendência a programação — ou, sobretudo, em seu processo seletivo — de feiras e festivais. Recentemente, o Rio2C promoveu uma ótima rodada de shows nesse formato de vendas. Entre os dias 23 e 28 de abril, 19 artistas tiveram a oportunidade de mostrar seus trabalhos para personagens influentes da indústria.

Para participar, no entanto, é preciso ficar atento! As oportunidades não costumam bater à porta, ou seja, você precisa ficar ligado nas feiras, eventos e festivais que movimentam o negócio da música. O próximo Rio2C, por exemplo, já tem data marcada: 5 de maio de 2020. Confira aqui o regulamento da edição 2019 e já tenha uma ideia do que te espera para o ano vem. O músico Jota.Pê foi um dos talentos que brilhou no evento desde ano. Abaixo, você confere uma performance em alto nível dele.

Portanto, amigo leitor, fique antenado! Se prepare, ensaie bem o seu repertório, dê um trato na timidez e boa sorte! Por aqui no blog, a gente sempre vai avisar sobre feiras e eventos que abrem espaço para Pitching Show.

Ah, e se você quiser conferir mais dicas de carreira, nós temos muito material pra te auxiliar. Aqui neste post, por exemplo, você confere um tutorial completo para registrar suas músicas. Já aqui, o papo é sobre engajamento 😉