Definitivamente, a nova geração de mulheres do rap brasileiro não está para brincadeira. Munidas de coragem, talento e muito conteúdo, as artistas têm dado a cara a tapa para fazer a diferença na vida de quem escuta as suas vozes. 

Nesse contexto, o artigo de hoje irá apresentar alguns desses novos nomes do rap feminino. Contaremos um pouco da história dessas valentes mulheres, além de indicar uma música de cada.

Então, se prepare! Vamos lá?

A nova geração de mulheres do rap

Primeiramente, é importante frisar que o cenário do rap nacional feminino conta com inúmeros nomes de peso. Por uma mera questão de espaço, não será possível apresentar todas as artistas aqui, ok?

No entanto, já deixamos o convite para que você prestigie as mulheres do rap no aplicativo do Palco MP3, no qual você pode escutar músicas, seguir artistas, curtir playlists e até baixar discos completos.

Uma vez que demos esses avisos, é a hora de conhecermos alguns nomes da nova geração de mulheres do rap.

Tasha e Tracie

Somando milhões de visualizações nas plataformas digitais, as gêmeas Tasha e Tracie Okereke estão dando o que falar. Elas nem chegaram aos 30 anos, mas esbanjam maturidade e consciência.

Filhas de mãe brasileira e pai nigeriano, as cantoras chegaram com o pé no peito da sociedade, mandando verdades que precisam ser ouvidas. Assim, lançaram dois EPs, sendo que o mais recente se chama Diretoria. Também fizeram colaborações de peso, como na faixa “Pisando Fofo”, de ninguém menos que Gloria Groove

Além disso, a dupla ataca em muitas outras frentes. Um exemplo é o movimento Expensive Shit, que une moda, arte, informação e ativismo a fim de valorizar a autoestima de jovens negros. Por fim, também atuam como diretoras de arte, DJs e palestrantes.

Em seguida, confira o vídeo da faixa “Diretoria”:

Bivolt

A paulista Bivolt é uma apaixonada por música desde que se entende por gente. Assim, o nome artístico veio das duas facetas que ela apresenta: o lado 110v, mais calmo, que explora o canto e a MPB; e o 220v, eletrizante e repleto de atitude para causar em batalhas de rimas.

Dessa forma, ela já lançou dois discos, Bivolt (2020) e Nitro (2021). Influenciada por nomes como Negra Li, Erykah Badu, Lauryn Hill e Sade Adu, a artista tem causado impacto e reflexão por onde passa. 

Abaixo, assista ao clipe da faixa “Raspa Placa”, que conta com participação de Duda Beat:

Fenda

Formado por Mayí, Laura Sette, Paige, Iza Sabino e DJ Kingdom, o grupo mineiro Fenda une elementos do rap, trap, pop e dancehall, gerando uma sonoridade bastante particular e imponente. No último mês de julho, as artistas anunciaram o fim da parceria, mas elas seguirão solo na música, cada uma no seu caminho. Ainda sim, vale conferir o trabalho das meninas.

As artistas buscam abalar as arcaicas estruturas sociais para ressignificar a existência, especialmente de mulheres e moradores de periferia. Nesse sentido, desde 2020 elas vêm soltando singles pesados, com direito a um EP de seis canções, chamado Púrpura, que saiu neste ano. 

A seguir, você pode conferir uma das músicas de mais sucesso do grupo, “Tenta”. Com produção de Coyote Beatz, a faixa demonstra a ousadia e a postura resistente das cinco mulheres.

Azzy

Não se deixe enganar pela pouca idade da jovem Azzy. A artista tem só duas décadas de vida, mas destila letras que abordam temas profundos, como o empoderamento feminino e o protesto contra o preconceito enraizado nas relações sociais.

Azzy não teve uma vida fácil em sua infância no estado do Rio de Janeiro. Ela já revelou em entrevistas que passou por traumas pessoais bem pesados, mas a paixão pela música mudou a sua trajetória. 

Foi aí que conheceu as batalhas de rap e deu vazão à paixão pelas rimas. De lá para cá, lançou EPs, singles e um álbum ao vivo, mostrando que é consistente quando o assunto é criar músicas de qualidade.

Então, como uma amostra do talento dessa grande representante das mulheres do rap, confira o clipe da faixa “Meu Vício”:

N.I.N.A

A bruta, a braba, a forte. Essa é a autodefinição de N.I.N.A, que, diga-se de passagem, vem muito bem a calhar. Afinal, a rapper é conhecida pelo papo reto e o poder de reinvenção.

Assim, ela se encontrou artisticamente quando descobriu o grime, estilo musical nascido em Londres, na Inglaterra. A sonoridade é conhecida pelo andamento em 140 batidas por minuto, com influências de dancehall e ragga

Crescida na favela, N.I.N.A também tem forte conexão com o funk carioca, e o insere em suas músicas com muita naturalidade. Além disso, mantém a cabeça aberta para outras abordagens sonoras, incluindo reggae, rock e r&b. 

Seu último trabalho, o disco Pele conta com oito faixas autorais muito bem estruturadas. Sem dúvida, a artista é um dos maiores destaques do rap feminino nacional.

Monna Brutal

Natural de São Paulo, Monna Brutal é uma rapper que bate de frente com o preconceito a cada verso. Sem papas na língua, ela transpira orgulho de sua transexualidade e defende seu espaço com unhas e dentes. Com ela, não existe medo do confronto. 

Foi na igreja evangélica que começou a relação da artista com a arte musical. Depois, ela conheceu as batalhas de rap, em que foi alvo de machismo. Deixou a periferia e seguiu caminho ao centro, onde encontrou respostas sobre a sua identidade. 

Ao mesmo tempo, sofreu com a discriminação, a fome e falta de um teto. No entanto, nada a impediu de se expressar por meio de sua arte, que gerou incríveis filhos em formato de música. 

Um deles é a faixa “Fantástica Fábrica de Flow”, cujo clipe você vê abaixo: 

Confira a playlist de rap feminino no Palco MP3

As músicas dessas mulheres do rap são um verdadeiro tiro, fala sério! Mensagens urgentes aliadas a uma musicalidade extrema. Esperamos que tenha curtido tanto quanto nós!

Assim, aproveite o embalo para conferir o trabalho de várias outras artistas similares na playlist Mulheres do Rap no Palco MP3. O app está disponível para Android e iOS, então você pode baixá-lo na loja de sua preferência, viu? Ah! Lembrando que o download é totalmente grátis.

Então, ficamos por aqui. Grande abraço, até a próxima!